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Ser motociclista estradeiro é…


Reflexões que valem a pena

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O sentimento de todo motociclista estradeiro é movido pela paixão por rodar na estrada, com liberdade, fraternidade e solidariedade entre todos os “irmãos” que pilotam um veículo de duas rodas.
Seguem frases que foram enviadas por motociclistas estradeiros (que curtem viajar de moto) de todo Brasil:

1. Nada segura o coração em duas rodas.
2. Andar de moto é igual tomar sorvete, quando está terminando é que a gente quer mais.
3. Sentir o vento bater no rosto com o gosto da liberdade em seu corpo e sua alma.
4. Saber que longe é um lugar que não existe, basta ir de moto.
5. Ter a palavra liberdade tatuada na alma.
6. É acreditar que a vida é o que você faz, e nós fazemos dela uma grande viagem.
7. Quando você viaja de carro, observa a natureza. Quando viaja de moto, faz parte dela.
8. Viajar equilibrando-se na sua moto para voltar e equilibrar-se no seu dia-a-dia.
9. Ser motociclista estradeiro é compreender porque o cachorro vai com a cabeça para fora da janela no carro.
10. Ser motociclista é saber respeitar as diferenças, principalmente as das cilindradas.
11. Não tem como explicar às pessoas porque viajamos de moto. Para os que compreendem, nenhuma palavra é necessária! Para os que não compreendem, nenhuma explicação é possível.
12. O céu é meu teto, a estrada é minha pátria e a liberdade é minha religião.
13. Poder levar a alma pra relaxar, conhecer amigos e lugares, com a mente em paz.

E você, vamos viajar de moto?

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Educação no Trânsito


O Motoclube Papaléguas do Asfalto esteve presente no encerramento da semana do trânsito coordenada pela Prefeitura de Arapiraca, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), no dia 25, na Praça Ceci Cunha, panfletando com o objetivo de orientar os condutores de motocicletas a viajarem equipados com capacetes, roupas de couro ou tecidos resistentes, com mangas longas, calças compridas, luvas e botas apropriadas.

“A educação no trânsito é uma responsabilidade de todos”

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Motociclismo anti-estresse


Definitivamente o estresse é hoje o grande mal da humanidade, diagnósticos revelam o poder destrutivo das doenças psicossomáticas, o estresse somado a outros fatores tem feito vítimas cada vez mais jovens, acometidas por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e/ou, infarto do miocárdio, melhor denominado de infarto agudo do miocárdio (IAM) ou, simplesmente, “ataque cardíaco”. O trânsito sem dúvida tem participação direta nesse “caos” da vida moderna, tanto pela poluição oriunda dos veículos, lançando partículas e detritos no ar e produzindo barulho ensurdecedor, como pela desafiadora necessidade de compartilharmos o espaço das vias públicas com pessoas tão diferentes. Estudos tecnológicos têm feito surgir produtos e serviços que contribuem efetivamente no combate ao estresse, entretanto, de nada adiantará tais recursos se os maus hábitos não forem mudados; sabendo que 50% das doenças vem de uma alimentação incorreta, precisamos observar as preciosas orientações dos nutricionistas. Por outro lado, outros 50% certamente passam pelo comportamento ou atitude seja no trânsito ou outro lugar, aí é que entra a nossa reflexão. Lembro-me de como era maravilhoso passear de bicicleta, simplesmente reuníamos alguns amigos e saíamos, geralmente era só alegria, alguém então poderia dizer: “Era feliz e não sabia”. Mas não é bem assim, sei que muita coisa mudou desde então, não somos mais crianças, a bicicleta deu lugar à motocicleta (veículo automotor que precisa ser registrado, licenciado e conservado), como condutor precisamos estar devidamente habilitados e ainda temos que tomar cuidado quanto às autuações de trânsito. Contudo, o nosso veículo agora tem mais estilo e recursos como: seta, farol, buzina, acelerador que encurta as longas distâncias e causa boas sensações, o nosso desafio então é não perder aquela sensação prazerosa de viver a vida. Me diga? Você sente que está vivendo a vida? Ou simplesmente está passando por ela? Viver bem hoje exige alguns cuidados, um deles é sem dúvida detectar o que nos desestabiliza seja em casa, no trânsito, no trabalho ou em outros lugares; na medida do possível precisamos evitar tais situações, porém é necessário saber se essas “coisas” é que nos estressam ou se estamos irritados por antecipação? Digo isso, porque às vezes a compreensão da situação em questão que tanto nos estressa faz diminuir seus efeitos sobre nós, pois vendo sobre outra perspectiva, podemos até mesmo ignorá-la. Nesse prisma, lembrei-me das palavras do Messias Yeshuah (Jesus) quando alguém lhe perguntou: Quantas vezes devemos perdoar o meu irmão, 7? Ele então respondeu: “Não digo que 7, mas 70 x 7.” Ainda falando em comportamento: o egoísmo, a arrogância, a competição são notórias e latentes no ser humano ao volante, tanto que um desenho animado do “pateta” (Wal Disney) gravado em 1950, mostrava o quanto ele se transformava ao entrar em seu carro, passado quase 60 anos, a gravação parece recente, indivíduos comuns sobre duas ou quatro rodas se transformam. Por isso, lembre-se: Seja você mesmo, procure fazer aquilo que te faz feliz, não dê tanta importância para as coisas que te estressam, descubra o prazer de viver a vida e ajude outros terem uma vida melhor, incorpore em sua vida a prática do motociclismo anti-estresse. Lucas Pimentel , 40 anos, é presidente da ABRAM – Associação Brasileira de Motociclistas, e membro titular da Câmara Temática de Educação para o Trânsito e Cidadania do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). Tel. (11) 3338-2872 ou 2771-5590 E-mail: pimentel@abrambrasil.org.br Site: www.abrambrasil.org.br

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“CAMPANHA DE EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO”


A liberdade de andar sobre duas rodas é indescritível, é semelhante à sensação de estarmos usando aquela “calça jeans” surrada. O sentimento de “voar leve à toa” nos traz o sentido do toque ágil e desenvolto da motocicleta se movendo no trânsito, no balanço da linha tênue que separa a vida da morte.

Nas comemorações da Semana Nacional de Trânsito do ano de 2006, o tema escolhido pelo Conselho Nacional de Trânsito foi “Você e a moto: uma união feliz”, esse tema teve por objetivo chamar a atenção de condutores, caronas, pedestres e demais companheiros que dividem o espaço viário com mais de 7 milhões de motocicletas, aproximadamente, circulando nas cidades brasileiras, à lazer ou a trabalho.

Para tanto é importante seguirmos algumas regras básicas, para o uso apropriado e seguro deste meio de transporte, pois bem sabemos que não há liberdade sem limites e, não há responsabilidade sem conseqüências. O condutor deve se apropriar de tal conscientização, para que não venha a sofrer a desventura de um acidente que poderá afetar a sua vida e, conseqüentemente de pessoas próximas a ele.

Toda união nasce para ser duradoura. A do homem e sua moto, com certeza está inclusa dentre esse conceito. A linha geométrica de um motociclista deve sempre levar a um horizonte, para conseqüentemente, através desse horizonte perdurar uma relação responsável, sadia, feliz e duradoura.

A motocicleta tem qualidades, mas também oscila entre o perigo, considerando a fragilidade de duas rodas acerca de um caminho, na maioria das vezes imprevisível e obscuro. Logicamente, além de proporcionar uma carga positiva de adrenalina no nosso cérebro, nos momentos de lazer, tal meio de transporte também facilita o cotidiano de quem é dependente desse mecanismo para trabalhar. Diminui o stress causado pelos congestionamentos, sem considerar a comodidade nas paradas de estacionamento.

Somos cientes de que a motocicleta encurta distâncias, abrevia o tempo da viagem, facilita a travessia no trânsito pesado dos carros, ônibus e caminhões, porém nossa visão tem que ir além desse propósito, não podemos nos deixar levar pela tentação leviana de ultrapassarmos os limites permitidos. A aproximação rápida do objeto se torna um fator surpresa que assusta e, muitas vezes, compromete e inibe nossos reflexos, desequilibrando emocionalmente o próprio condutor, motoristas e pedestres que transitam nas vias.

Mas é na união da prudência do motociclista com a direção defensiva da motocicleta que o casamento entre “Você e a moto” alcançará longevidade, e a viagem a lazer ou a trabalho terminará sempre com um final feliz.

RESPEITAR AS NORMAS DE TRÂNSITO É TRANSITAR COM SEGURANÇA”


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Pilotagem


Vários são as tópicos que podemos discutir neste item, mas escolhemos alguns que consideramos mais importantes:

  1. FRENAGEM: freiar deve ser sempre uma atitude de extremo cuidado não importa se você está lento ou rápido. O tipo de solo e a posição da moto (em pé ou inclinada) podem influenciar muito no resultado da frenagem. Freiar um moto não é igual a freiar uma bicicleta (freio traseiro), tenha sempre em mente que as leis da física estão presentes e que não adianta você lembrar dos seus tempos de criança quando lhe ensinaram a freiar a bicicleta com a roda de trás. A moto é diferente, todo peso se desloca para frente impulsionando a moto a permanecer em movimento (inércia dos corpos), portanto você deve freiar 70% com a roda dianteira e 30% com a roda traseira, mas cuidado para não alicatar o freio (bloquear a roda) e freio deve ser gradual e continuo até a moto parar. Freie sempre em pé, evite freiar em curva com a moto inclinada a chance de escorregar com a dianteira é grande, se pensar na traseira, esqueça! o resultado é pior! a moto atravessará e chicoteará a traseira impulsionando você para cima e o tombo é certo. Reduza se possível pelo motor (freio motor) ajudando com os dois freios suavemente, qualquer movimento brusco com o guidom também poderá derrubá-lo. Prefira sempre freiar antes das curvas e não nelas! O freio que pára a moto é o dianteiro!
  2. SINALIZAR FREIADA: tenha sempre em mente que quem vem atrás nunca sabe quando você vai freiar até ver sua luz de freio acender, portanto facilite, sempre dê uma ou duas “beliscadas” no freio antes de freiar propriamente, isso poderá evitar um acidente!
  3. FAROL NO ESPELHO: quando você estiver por ultrapassar um veículo, sempre que possível coloque seu farol no espelho retrovisor dele para facilitar a visão do motorista. Na maioria das vezes quando ele lhe vê, dá uma “chegadinha” para a direita e facilita a ultrapassagem, senão for assim, pelo menos ele sabe que você está ali e que logo lhe ultrapassará.
  4. FAIXA DIVISÓRIA DE PISTA: esta faixa que divide as pistas é sempre em alto relevo por ter uma camada de tinta mais grossa e andar sobre ela as vezes desgoverna a moto, portanto sempre segure firme seu guidom quando estiver sobre ela. Se a pista estiver molhada, o cuidado sobre esta faixa deve ser muito maior, pois esta tinta para brilhar a noite é feita com microesferas de vidro e o vidro molhado é altamente escorregadio, NUNCA TRACIONE a moto sobre estas faixas de marcação de pista, é possível que a moto dispare a rotação da roda traseira e quando passar a faixa ela certamente escorregará demais, causando uma queda!
  5. MANCHAS NO ASFALTO: tenha sempre atenção com manchas no asfalto, na maioria das vezes é óleo ou consertos que podem estar desnivelados com a pista, em ambos os casos evite pois a chance de escorregar é sempre grande. Esteja sempre atento a cheiros fortes, especialmente de combustíveis, o diesel é extremamente escorregadio e as vezes um caminhão pode estar vazando ou ter tombado na pista.
  6. CABECEIRAS DE PONTES: sempre que for entrar na cabeceira de uma ponte ou sair dela, levante do banco. É normal o desnível e isso pode provocar um salto e o descontrole da moto. Se você estiver em pé nas pedaleiras, o impacto será menor e isso irá aliviar a sua coluna. O impacto que a suspensão não for capaz de absorver será repassado para seu corpo mais exatamente para a coluna e ao final de algumas horas de viajem você se lembrará desta dica!
  7. BURACOS: como enfrentá-los? Primeiro evite-os! quando não for possível, freie o que puder antes dele, NUNCA FREIE NO BURACO! a roda dianteira poderá trancar e catapultá-lo. Levante do banco e passe-o. Muitos buracos entortam o aro e quando for pneu sem câmara, poderá esvaziar rapidamente.
  8. ESTERÇAR: também chamado de contra-esterço. Muitos motociclistas não conhecem este termo ou seu resultado. Esterçar é dobrar o guidom ao contrário do sentido da curva. Parece loucura?! Mas não é! Faça um teste: quando estiver andando em reta numa pista larga, empurre suave e lentamente o guidom para a esquerda, qual será o resultado? A princípio pensaremos que a moto irá para a esquerda, mas não! ela irá para a direita! Este resultado deve-se, para não se alongar, ao deslocamento de centro de gravidade e superfície de contato do pneu no chão pelo efeito “giroscópico” (surge em velocidades superiores a 35 km/h e se torna maior conforme a velocidade, trata-se de um fenômeno físico criado pelo movimento das rodas da moto e que tende a mantê-la em pé e linha reta enquanto houver movimento e velocidade). Quando aplicamos isso em uma curva é uma delícia! a moto faz a curva com mais suavidade e leveza sem escapar de frente comum às motos pesadas. Obs: quanto mais rápido você estiver, maior será o deslocamento, por isso faça com cuidado nas primeiras vezes. Para fazer isso em uma curva, ao começá-la torça suavemente o guidom no sentido contrário da curva e incline o corpo, normalmente como você sempre fez, verá que a moto inclinará mais facilmente para dentro da curva na medida que você esterçar mais, portanto você poderá regular o raio de ação de sua curva esterçando mais ou menos. Se você estiver na curva e quiser levantar a moto que está inclinada, basta diminuir o esterço para você levantar. Experimente! Mas com cuidado! sua pilotagem vai mudar radicalmente e para melhor!

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Viajando em Grupo


  • Antes de sair, o grupo deverá nomear o líder de percurso, o ferrolho e combinar o caminho, as paradas, etc.
    Procure usar luvas inteiras (abolir as meio dedos), botas, jaquetas e calças sempre em couro. Evite andar com pulseiras, braceletes, facas, anéis e botons cortantes ou perfurantes. Em uma queda eles podem ferir mais que o tombo.
  1. LÍDER DE PERCURSO:
    É o motociclista que irá à frente do grupo nos seus deslocamentos. O líder deve ser aquele que conhecer melhor o trajeto a ser percorrido e deve ser bastante experiente. As atribuições do líder são manter a velocidade previamente acertada; sinalizar ao grupo eventuais obstáculos; definir o momento para as ultrapassagens; alertar sobre as paradas combinadas.
  2. FERROLHO:
    É o motociclista que irá na última posição do grupo nos seus deslocamentos. O ferrolho deve ser escolhido entre os que possuírem moto dentre as de melhor desempenho no grupo e ser experiente. As atribuições do Ferrolho são zelar pela unidade do grupo, procurando evitar que ocorra espaçamento acentuado entre as motos do grupo; avançar de sua posição até o líder de percurso, caso haja necessidade de avisá-lo acerca de eventuais emergências ou situações que venham a alterar qualquer procedimento anteriormente acordado; orientar o grupo quanto ao seu correto posicionamento na faixa de rolamento.
  3. POSICIONAMENTO:
    Duas ou mais motos não devem dividir a mesma faixa da estrada (andar lado a lado). Se o grupo rodar em fila, deve-se manter uma distância mínima entre as motos, proporcional à velocidade. A formação do grupo deverá ser em duas filas indianas, paralelas e intercaladas, evitando-se o emparelhamento de motos. Todos os participantes do grupo devem estar sempre visualizando a motocicleta da frente e de trás. Desse modo, evitar-se-á uma dispersão.
    Mantenha uma distância segura da moto da frente, nunca se distancie demais das motos da frente, lembre-se que o líder tem que ter a visão de todos pelos retrovisores. À noite, proceda da forma acima, porém redobre a atenção com a moto da frente e a de trás. Lembre-se que de noite o líder não tem a visão do grupo como um todo. Caso tenha observado alguma anomalia ligue a seta intercalando direita e esquerda a fim de ser notado pelo ferrolho ou pelo líder.
  4. FREIANDO:
    Tenha sempre em mente que seu companheiro que vem atrás nunca sabe quando você vai freiar até ver sua luz de freio acender, portanto facilite, sempre dê uma ou duas “beliscadas” no freio antes de freiar. Isso poderá evitar um acidente. Quando estiverem duas ou mais motos, a moto da frente deverá estar sempre na esquerda da pista, pois ela estará em breve preparando uma ultrapassagem e sua visão será melhor na esquerda, se você vem logo atrás, não ultrapasse a da frente próximo de uma ultrapassagem de veículo porque a atenção do piloto estará no trânsito de sentido oposto e é bem provável que ele não perceba você entrando pela esquerda dele.
  5. ULTRAPASSAGENS: NUNCA ULTRAPASSE PELA DIREITA
    Nas ultrapassagens, o líder vai determinar qual a melhor hora ou se o movimento e a estrada forem críticas, qual será a sua melhor hora. Assim, todos seguirão da mesma forma, mas com segurança. Quando o líder sair para ultrapassar, não significa que todos têm que fazê-lo naquele momento. Aguarde, ultrapasse com segurança e reúna-se ao grupo.
    Use os retrovisores. Nunca deixe um carro colar na sua traseira, mesmo que todos da sua frente estejam na mesma faixa de estrada, assim se você abrir para o carro passar todos irão fazer o mesmo com segurança. Não somos os donos das estradas, alguns motoristas pensam que são e podem acabar com a nossa viagem. Se você não é o líder e nem os ferrolhos, evite ultrapassar a moto à sua frente. Caso ela não esteja acompanhando o ritmo, sinalize para que acelere. Se não der certo, na parada seguinte leve o caso ao líder.
    Líder de percurso não deverá ser ultrapassado. No entanto, havendo a intenção de um ou mais membros de “dar uma esticada”, deverão sinalizar tal procedimento ao líder mediante uma buzinada ou aceno característico, devendo retornar a sua posição no grupo ou parar no próximo ponto previamente combinado. Ao líder não é permitido “dar uma esticada”, já que é ele o responsável pela manutenção da velocidade combinada. Qualquer membro poderá se deslocar até o líder ou ao ferrolho para comunicar a necessidade de parada não programada.

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    Viajando Sozinho


    1. Procure manter uma velocidade compatível com as condições da estrada, o mais próximo da máxima permitida. Lembre-se de que quanto mais rápido você andar, o número de veículos que vão te ultrapassar será menor e cada ultrapassagem é um risco adicional. Mantenha os faróis acesos mesmo de dia.
    2. Nunca demonstre aos motoristas que você tem pouca experiência. Muitas vezes o que mantém o respeito dos motoristas com relação à uma moto é o medo de uma represália no caso de algum conflito. Transmita segurança na condução de sua moto e tenha personalidade. Respeite os motoristas da mesma forma que você deseja ser respeitado.
    3. Ocupe sempre o meio de sua faixa de rolamento. Não fique no canto direito da pista para não ser “prensado” por um outro veículo contra o acostamento. Se estiver trafegando em pista de mão dupla e um veículo for te ultrapassar, desloque-se um pouco para a direita e sinalize com a mão esquerda discretamente para que o motorista perceba que você tem a intenção de facilitar a ultrapassagem. Não saia da pista para o acostamento. Isso além de ser perigoso e ilegal, transmite para o motorista uma grande insegurança de sua parte e a certeza de que ele é mais importante do que você.

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    Andando na chuva


    Se você puder evite andar na chuva especialmente na estrada pois sua visibilidade é menor e a dos outros veículos também, mas caso seja inevitável, tenha sempre uma roupa de chuva pois o desconforto ou o frio ajudam você a perder a concentração o que pode tornar-se um risco desnecessário.Andar na chuva requer alguns cuidados que podem fazer uma enorme diferença em termos de segurança, vejamos alguns desses tópicos:
    NA CIDADE: evite o canto interno das curvas pois é lá que se junta toda a sujeira que a chuva varre. É onde passam os veículos pesados que geralmente vazam óleo diesel que é um verdadeiro sabão especialmente quando molhado.
    AS POÇAS D’ÁGUA: evite-as pois geralmente elas escondem buracos que podem provocar quedas ou aquaplane (perda de aderência do pneu por ação de uma camada de água entre o pneu e a pista);
    NA PISTA DE ROLAGEM: tanto na cidade quanto na estrada ande sempre atrás das rodas do veículo a sua frente (prefira veículos pequenos), pois ele sempre irá desviar as rodas de buracos e obstáculos a frente e se você estiver nesta trilha da roda terá menos água nos pneus, ajudando a evitar o perigoso aquaplane. Isto também vale para pista seca.
    CALIBRAGEM DE PNEUS: andar na chuva requer mais aderência que andar no seco, se você quiser aumentar sua segurança na chuva diminua a pressão dos pneus, quanto mais superfície de contato na pista mais seguro, diminua até oito libras, mas lembre de voltar a calibrar quando parar a chuva.
    FREIANDO NA CHUVA: a pressão que se exerce na manete do freio quando está seco deve ser o mesmo nas condições molhadas, mas atente para uma coisa: por estar molhado o disco de freio, na hora que você for acioná-lo ele terá um breve retardo na ação e a reação normal seria apertar um pouco mais para causar a frenagem, mas essa atitude pode ser fatal, pois o disco molhado desliza as pastilhas e quando você imprime mais pressão, ele seca rapidamente e pode bloquear a roda e nesse caso é chão na certa. Freie com cuidado e calma mesmo nas condições mais adversas.

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    Andando na cidade


    Andar na cidade em meio a outros veículos pode ser fácil, mas também perigoso. Veja algumas coisas que você pode fazer para tornar seu passeio mais seguro:
    SEMÁFORO: ao parar em um semáforo, pare sempre sobre a linha divisória da pista se houver mais de uma para o mesmo lado. Deixe sempre a pista para os carros. Alguém pode não vê-lo e bater na sua traseira. Pela mesma razão nunca pare atrás de um carro, quem vem atrás pode não conseguir parar e prensá-lo contra o carro da frente.
    COM OUTRAS MOTOS:
    Quando andar com outras motos na cidade ocupe sempre a mesma pista. Evite andar um ao lado do outro, em caso de necessidade de desviar de um obstáculo não será possível por falta de espaço.
    Se a moto da frente parar bruscamente, não ultrapasse. Ele pode ter visto algo que você não viu, então pare também.
    ULTRAPASSAGEM: quando estiver no trânsito da cidade NUNCA ultrapasse pela direita. Lembre que muitos não sinalizam quando vão dobrar à direita e não esperam que venha alguém pela direita. Ultrapasse sempre pela esquerda e procure ficar dentro do campo de visão do retrovisor externo do veículo a ser ultrapassado. Um bom macete é ficar de olho na roda dianteira dos automóveis: no caso de uma fechada, a primeira coisa que vai se deslocar na sua direção é a roda dianteira. Se achar complicado, procure observar o movimento de braços no volante para antever a intenção do motorista de mudar bruscamente de direção. Se você começar a reagir somente depois que perceber o veículo entrando na sua frente, pode ser tarde demais.
    ESTACIONAMENTO:
    Quando precisar estacionar opte pelos estacionamentos específicos de motos são mais seguros que parar entre carros que na hora de sair podem derrubar sua moto!
    Estacione sempre com a moto de frente para rua (traseira na calçada) na hora de sair é sempre mais fácil e mais seguro;
    COSTURAR NO TRÂNSITO: apesar da moto se prestar a andar entre os carros evite fazer isso especialmente em vias de maior velocidade, pense que os motoristas de veículos não esperam que esteja passando uma moto entre eles e a atitude normal de trocar de pista sem sinalizar pode tornar-se um acidente e tanto! Deixe para ultrapassar os veículos quando estiverem lentos ou parados, porém tome cuidado com a possibilidade de alguém abrir repentinamente uma porta. Procure pilotar com dois dedos (o indicador e o médio) sobre o freio dianteiro e o pé direito sobre o freio traseiro, sem pressionar. Esse procedimento diminui o tempo de reação no caso de uma frenagem de emergência.
    FAROL ACESO: além de ser uma exigência do novo código de trânsito, é sempre mais seguro andar de farol aceso mesmo de dia, os outros veículos lhe percebem mais facilmente. O custo de uma lâmpada é bem menor que um acidente. Procure pilotar com o farol alto durante o dia. Além de ficar mais visível, você vai equilibrar o desgaste da lâmpada, já que durante a noite você usa muito mais o farol baixo.

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    Dicas para o garupa


    Escreve-se muito sobre motos e condução, mas esquece-se esse elemento fundamental do moto turismo que é o/a GARUPA.

    1. Nunca subir ou descer da moto, sem prévio conhecimento do condutor. Já vimos muito motociclista ser desequilibrado assim, sobretudo se o piso é irregular, ou se o condutor é de perna curta, ou ainda se a moto está carregada.

    2. Ajudar nas manobras de entrada e saída de estacionamento, sobretudo se é necessário ‘engrenar’ a marcha ré.

    3. Em andamento, evitar movimentos bruscos, do tipo olhar para trás, no final das retas, e dizer: “Olha que já não vejo nenhuma moto!”

    4. O garupa é o tesoureiro do grupo, no tocante ao pagamento de pedágios. Deve, ter sempre à mão os meios de pagamento necessários.

    5. O garupa pode ajudar nas curvas, espreitando sempre por dentro e apoiando-se, fortemente, em ambas as pedaleiras. A transferência de peso para as pedaleiras (pedais de apoio) torna a moto mais manobrável.

    6. Pela mesma razão, deve-se apoiar mais fortemente nas pedaleiras quando a moto circula, devagar, entre o trânsito.

    7. Idem, quando circula em piso irregular, com a vantagem, neste caso, de levar menos pancada no lugar onde a espinha muda de nome.

    8. Não adormecer, sobretudo em percursos sinuosos, ou de piso irregular.

    9. Nas freadas e arranques, deve apoiar-se nas alças e não no condutor.

    10. Quando a moto parar, não pôr os pés no chão, pois em vez de ajudar, só desequilibra. Deixe que o condutor cuide disso.

    11. Em velocidade, ou se está muito vento, juntar-se o mais possível ao corpo do condutor, evitando assim a oscilação. Se o condutor não for muito ‘largo’, apoiar-se no tanque.

    12. O garupa está, rigorosamente, proibido de olhar para o velocímetro e expressar a sua aprovação (ou reprovação) com apertos de joelhos, murros nas costas do condutor, etc…

    13. Não esquecer, que a partir dos 70-80 Km/h, acaba a conversa, pois o vento não deixa.

    14. Quando circula a mais de 200 Km/h, não deve acenar aos outros motociclistas, sob pena de deslocar um braço.

    15. Nas mesmas circunstâncias, evitar calçar as luvas, ajeitar o capacete, os óculos ou o penteado.

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